domingo, 27 de junho de 2010

Bill Gates também é cultura!

Creio que muitos dos senhores já tenham lido esses mandamentos do poderoso Bill Gates, mas considero esses "mandamentos" muito importantes para os jovens estudantes ou recém-formados. No meu caso, considero a regra 11 muito importante.

O reitor de uma Universidade do Sul da Califórnia enviou um e-mail para a Microsoft convidando Bill Gates a fazer um discurso no dia de formatura, incentivando os formandos no início de suas carreiras e, para sua surpresa, Bill Gates aceitou. Esperava-se que ele fizesse um discurso longo, de mais de uma hora, afinal ele é o dono da Microsoft e possuiu uma das maiores fortuna pessoal do mundo! Mas Bill foi extremamente lacônico, falou apenas durante 5 minutos, subiu em seu helicóptero e foi embora.

A seguir, as 11 regras que ele compartilhou com os formandos naquela ocasião:

“- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é. Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:

Regra 1 – A vida não é fácil, acostume-se com isso.

Regra 2 – O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com consigo mesmo.

Regra 3 – Você não ganhará R$ 20.000,00 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4 – Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5 – Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo de sua posição social. Seus avós têm uma posição diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

Regra 6 – Se você fracassar, não será por culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7 – Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então, antes de salvar o planeta para a próxima geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Regra 8 – Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas, você não mais repete ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isso não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, será despedido. RUA!!! Faça certo da primeira vez.

Regra 9 – A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10 – Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

Regra 11 – Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). “Existe uma grande probabilidade de você ir trabalhar para um deles.”  
 

sábado, 26 de junho de 2010

Doce Ilusão

Por que as pessoas amam? Será simplesmente a falta de algo melhor para fazer, a falta de alguém para compartilhar idéias ou uma mera ilusão que criamos para nos fortalecermos diante do mundo.
 O amor tão salientado pela mídia e pelas historias infantis não lembra, nem de longe, os casos da vida real. Afinal de contas, realmente pode existir amor entre duas pessoas que não têm nenhum laço sanguíneo? Respondo simplesmente com um não.
            Claro, a minha opinião é um pouco suspeita para falar sobre o assunto. Jamais me apaixonei ou amei alguém além da minha querida mãe, o grande e único amor da minha vida. Claro que os românticos e apaixonados esbravejarão, ficaram possessos diante de tal afirmação, mas dê uma bela olhada nos relacionamentos que nos cercam; perceba que os relacionamentos estão cada vez mais fúteis, mais superficiais, e até diria mais medíocres. Hoje em menos de um mês de convivência, e muitas declarações de amor eterno, já iniciasse um casamento. Rápido não acha? Mais rápido ainda é o divorcio desse mesmo casal. E para onde foi o amor eterno? Na verdade ele nunca existirá!
            Abro as portas para os críticos apaixonados: – “Mas muitos casamentos duram para sempre, principalmente os mais velhos, que são exemplo de amor eterno.”
Realmente caros críticos, os mais velhos parecem demonstrar um grande amor, mas não nos esqueçamos que há relativamente pouco tempo, os casamentos eram arranjados, homens e mulheres mal sabiam com quem iriam se casar, muitos só descobriam na hora da cerimônia. Também não se esqueçam que nossas caras mulheres eram submissas aos seus maridos. Maltratadas sem direito a reclamação, eram traídas e tinham que ficar caladas; o divorcio não era tão acessível, e as poucas corajosas que se desquitavam eram vistas com maus olhos pela sociedade e não eram aceitas nem pela própria família. Isso não é amor e sim conivência! Acostumaram-se a sofrer caladas, e muitas continuam até hoje. Além do mais, pense você aos 70 anos de idade pedindo o divorcio. Essas pessoas só têm umas as outras; e não me venham com essa “de melhor só do que mal acompanhado” pois, em determinadas faixas etárias isso já não serve. E essa mesma critica serve para os casais na faixa de 40, 50, 60 anos.
            Quanto aos casais mais jovens, olhem ao redor; não se fala mais em namoro, fala-se em “ficar”, e até onde eu compreendo “ficar” não é um relacionamento amoroso. Mas a palavra amor está tão impregnada na nossa sociedade que a pronunciamos mesmo que não tenhamos esse sentimento. Culpa das novelas, filmes, seriados e das historias infantis que escutamos quando pequenos; principalmente as meninas, que aguardam ansiosamente pelo príncipe encantado, lindo, charmoso, educado e podre de rico. Convenhamos, isso só existe no mundo da imaginação!
            E existem outros casos ainda mais interessantes: 

  • Temos a do homem ou mulher desprovidos de beleza (ou ainda, os dois) que nunca tiveram um namorado (a) e quando arranjam um (a) não querem mais largar. Declarações de amor explícitas e exageradas são características desse relacionamento, que na verdade nasce do medo de morrer sozinho ou de nunca perder a virgindade. Amor? Não

  • A do homem ou mulher rico (a). Esse belo relacionamento nasce da paixão enlouquecida pelo dinheiro do seu parceiro (a). Amor? Não! 
 
  • A do homem ou mulher religioso (a) que acredita que têm que se casar para fazer parte da obra divina. Amor? Não!
 
  • E a clássica: engravidou têm que casar! Amor? Bem, casar por obrigação não está na definição de amor. Não! Existem vários outros casos
 
            Bem, mas se não existe amor, o que nos aproxima de outro individuo? Obviamente que é a atração sexual! Sexo, tesão, excitação, o prazer indescritível de uma transa. O homem e a mulher são atraídos pelo desejo do prazer corporal. Nada mais, nada menos.
            Muitas vezes o único motivo pelo qual o homem diz “Eu te amo...” é para conseguir o sexo mais facilmente. Neste exato momento devem estar pensando que sou algum tarado ou satíromaniaco, mas isso é uma simples necessidade humana. O desejo pelo sexo vêm dos nossos instintos (as vezes até selvagens), isso é humano. E é o único motivo pelo qual nos relacionamos com outras pessoas (a não ser quando existe outros interesses ou existe amizade). Uns dos grandes motivos das separações vêm da monotonia sexual, ao qual alguns casais chegam depois de algum tempo.   
            Não digo que o amor não exista, mas só acredito em amor materno, o único que é incondicional, e por que não dizer em amor divino, afinal sou católico apostólico romano. Se o amor entre homens e mulheres existisse não haveria tantas separações ou divórcios que, diga-se de passagem, estão crescendo de forma absurda. Em 2006 foram 160.848 divórcios, em 2007 foram 179.342 e em 2008 foram 300.000 fora as separações informais. 
            Que me desculpem os apaixonados, mas é um fato indiscutível. Que me desculpem as minhas ex-namoradas, as quais nunca tive o descaramento de dizer “Eu te amo!”. Repito, não amo, nem nunca amarei alguém além da minha mãe. Mas isso todas elas já sabiam, pois nunca escondi minha opinião. E não pensem vocês que tive poucas namoradas por causa dessa opinião radical. Isso é empolgante, alias as mulheres sempre querem que os homens sejam sinceros. Afinal um relacionamento bom e duradouro sempre dependerá de sua atuação entre quatro paredes.


            Caros leitores, respeito a opinião dos senhores, mas o amor não existe. Tudo não passa de uma doce ilusão!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Duas Caras: As Duas faces da Justiça.

Justiça e vingança; certo e errado; ético imoral. Palavras que estão interligadas por um elo único chamado ser humano. Somente ele é capaz de interpretar e deturpar estas palavras tão faladas, mas tão pouco vivenciadas pela maioria das pessoas.

Costumamos separar estas palavras e sentimentos em bem (justiça, certo, ética) e mal (vingança, erro, imoral); mas essa separação não deve ser feita com tanta certeza, pois, não sabemos se a justiça realmente foi feita, não sabemos se a pessoa presa foi realmente quem cometeu o crime. E não devemos nos esquecer que quem julga também é um ser humano, subjetivo, falho, corruptível, portanto será que devemos confiar nessa justiça dos homens que por varias vezes falhou e deixou aqueles que dela necessitavam sem amparo? É por causa desta sensação de impunidade que pessoas optam por fazer justiça com as próprias mãos, tornando-se um justiceiro.

Ora, não seria o mesmo. Seria uma pessoa julgando outra e sentenciando-a; igualmente a um julgamento tradicional. Temos as mesmas falhas que os juízes, promotores e advogados, simplesmente por que eles também são seres humanos. Então por que condenamos o “justicerismo” com tanta moralidade? Este falso moralismo que nos cerca e que nos impede de ver as coisas com a simplicidade que elas sugerem, nos faz condenar um julgamento como qualquer outro; imparcial, inflexível, rigoroso na aplicação da lei. Afinal, como nos sentiríamos se um ente muito próximo nos fosse tirado de forma tão grosseira? A que raiva muitas vezes nos toma e nos domina somado a leis frouxas, que liberta homicidas por “bom comportamento”, acabam por formar justiceiros que acham que vão acabar com a violência ao menos no seu bairro.

Ainda não podemos confiar cem por cento na justiça, pois, como seu próprio símbolo nos indica, ela é cega. Mas, com isso não quero dizer que devemos comprar armas e matar todos aqueles que nos fazem mal. O mundo viraria uma desordem, uma matança sem precedentes. Claro que estamos longe de uma justiça perfeita, mas devemos ajudar os órgãos responsáveis e melhorar as leis existentes. Justiça com as próprias mãos é crime como qualquer outro. Somos seres humanos racionais, não devemos nos levar por impulsos, por mais que estes tenham justificativas.

Justiça significa dar o que é de direito. Mas, devemos seguir deveres para ter direitos. Nenhuma pessoa é capaz de tomar unicamente para si o direito de julgar as atitudes dos outros. Como nós aprendemos isso é o correto, por mais que esta afirmativa tenha sido mal justificada. É certo não por que é moral, mas sim por que ninguém é sábio o suficiente para decidir corretamente.

A diferença entre justiça e vingança não é portanto uma questão de moral, mas sim de direito. Não temos o direito de matar. São duas faces de uma mesma moeda: fazer justiça, mas não ter direito e conseqüentemente violá-la. Concluímos que não é benéfico vingar-se, pois, isso é crime. Ou seja, seriamos tão criminosos quanto aqueles cujo quais nos vingamos.