sábado, 26 de junho de 2010

Doce Ilusão

Por que as pessoas amam? Será simplesmente a falta de algo melhor para fazer, a falta de alguém para compartilhar idéias ou uma mera ilusão que criamos para nos fortalecermos diante do mundo.
 O amor tão salientado pela mídia e pelas historias infantis não lembra, nem de longe, os casos da vida real. Afinal de contas, realmente pode existir amor entre duas pessoas que não têm nenhum laço sanguíneo? Respondo simplesmente com um não.
            Claro, a minha opinião é um pouco suspeita para falar sobre o assunto. Jamais me apaixonei ou amei alguém além da minha querida mãe, o grande e único amor da minha vida. Claro que os românticos e apaixonados esbravejarão, ficaram possessos diante de tal afirmação, mas dê uma bela olhada nos relacionamentos que nos cercam; perceba que os relacionamentos estão cada vez mais fúteis, mais superficiais, e até diria mais medíocres. Hoje em menos de um mês de convivência, e muitas declarações de amor eterno, já iniciasse um casamento. Rápido não acha? Mais rápido ainda é o divorcio desse mesmo casal. E para onde foi o amor eterno? Na verdade ele nunca existirá!
            Abro as portas para os críticos apaixonados: – “Mas muitos casamentos duram para sempre, principalmente os mais velhos, que são exemplo de amor eterno.”
Realmente caros críticos, os mais velhos parecem demonstrar um grande amor, mas não nos esqueçamos que há relativamente pouco tempo, os casamentos eram arranjados, homens e mulheres mal sabiam com quem iriam se casar, muitos só descobriam na hora da cerimônia. Também não se esqueçam que nossas caras mulheres eram submissas aos seus maridos. Maltratadas sem direito a reclamação, eram traídas e tinham que ficar caladas; o divorcio não era tão acessível, e as poucas corajosas que se desquitavam eram vistas com maus olhos pela sociedade e não eram aceitas nem pela própria família. Isso não é amor e sim conivência! Acostumaram-se a sofrer caladas, e muitas continuam até hoje. Além do mais, pense você aos 70 anos de idade pedindo o divorcio. Essas pessoas só têm umas as outras; e não me venham com essa “de melhor só do que mal acompanhado” pois, em determinadas faixas etárias isso já não serve. E essa mesma critica serve para os casais na faixa de 40, 50, 60 anos.
            Quanto aos casais mais jovens, olhem ao redor; não se fala mais em namoro, fala-se em “ficar”, e até onde eu compreendo “ficar” não é um relacionamento amoroso. Mas a palavra amor está tão impregnada na nossa sociedade que a pronunciamos mesmo que não tenhamos esse sentimento. Culpa das novelas, filmes, seriados e das historias infantis que escutamos quando pequenos; principalmente as meninas, que aguardam ansiosamente pelo príncipe encantado, lindo, charmoso, educado e podre de rico. Convenhamos, isso só existe no mundo da imaginação!
            E existem outros casos ainda mais interessantes: 

  • Temos a do homem ou mulher desprovidos de beleza (ou ainda, os dois) que nunca tiveram um namorado (a) e quando arranjam um (a) não querem mais largar. Declarações de amor explícitas e exageradas são características desse relacionamento, que na verdade nasce do medo de morrer sozinho ou de nunca perder a virgindade. Amor? Não

  • A do homem ou mulher rico (a). Esse belo relacionamento nasce da paixão enlouquecida pelo dinheiro do seu parceiro (a). Amor? Não! 
 
  • A do homem ou mulher religioso (a) que acredita que têm que se casar para fazer parte da obra divina. Amor? Não!
 
  • E a clássica: engravidou têm que casar! Amor? Bem, casar por obrigação não está na definição de amor. Não! Existem vários outros casos
 
            Bem, mas se não existe amor, o que nos aproxima de outro individuo? Obviamente que é a atração sexual! Sexo, tesão, excitação, o prazer indescritível de uma transa. O homem e a mulher são atraídos pelo desejo do prazer corporal. Nada mais, nada menos.
            Muitas vezes o único motivo pelo qual o homem diz “Eu te amo...” é para conseguir o sexo mais facilmente. Neste exato momento devem estar pensando que sou algum tarado ou satíromaniaco, mas isso é uma simples necessidade humana. O desejo pelo sexo vêm dos nossos instintos (as vezes até selvagens), isso é humano. E é o único motivo pelo qual nos relacionamos com outras pessoas (a não ser quando existe outros interesses ou existe amizade). Uns dos grandes motivos das separações vêm da monotonia sexual, ao qual alguns casais chegam depois de algum tempo.   
            Não digo que o amor não exista, mas só acredito em amor materno, o único que é incondicional, e por que não dizer em amor divino, afinal sou católico apostólico romano. Se o amor entre homens e mulheres existisse não haveria tantas separações ou divórcios que, diga-se de passagem, estão crescendo de forma absurda. Em 2006 foram 160.848 divórcios, em 2007 foram 179.342 e em 2008 foram 300.000 fora as separações informais. 
            Que me desculpem os apaixonados, mas é um fato indiscutível. Que me desculpem as minhas ex-namoradas, as quais nunca tive o descaramento de dizer “Eu te amo!”. Repito, não amo, nem nunca amarei alguém além da minha mãe. Mas isso todas elas já sabiam, pois nunca escondi minha opinião. E não pensem vocês que tive poucas namoradas por causa dessa opinião radical. Isso é empolgante, alias as mulheres sempre querem que os homens sejam sinceros. Afinal um relacionamento bom e duradouro sempre dependerá de sua atuação entre quatro paredes.


            Caros leitores, respeito a opinião dos senhores, mas o amor não existe. Tudo não passa de uma doce ilusão!

6 comentários:

  1. Sem somentários, muito bom texto. Concordo com escritor.

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  2. Só não acredito também no amor incondicional

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Isso pode até ser doce ilusão, pois o que acontece com quem descobre que é ilusão, é obviamente algo bem ruim. Mas esse é o preço de se iludir. Esse é o preço a ser pago por toda essa ilusão.

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  5. Gostei do texto...nunca tinha visto uma opinião do tipo sobre o amor...se foi vc quem escreveu escreve bem..se não foi escreve bem tb kkkkkk...bjos!!

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  6. Agradeço os elogios ao texto, escrevi ele com a intenção de demosntrar uma opinião um pouco diferente.

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