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| Kassab e Serra em evento de apoio do PV (Foto: Roney Domngos/G1) |
O PSDB e seu
pré-candidato, José Serra, juntamente com o prefeito Gilberto Kassab, começaram
a montar o front de disputa para as eleições municipais. Depois do acerto
verbal com o DEM e o PP, nesta quinta-feira foi a vez de o Partido Verde
oficializar a aliança com o pré-candidato tucano.
No encontro, liderança do PV
fez questão de atacar os petistas, lembrando as denúncias do mensalão. "Chegamos
ao dia de hoje com a honra de participarmos de um grande trabalho que será
feito em São Paulo. O PSDB, com o Serra, será o governo desta cidade, e nós
fazemos parte desta história. É a luta do bem e do mal. Se nós procurarmos nas
páginas dos jornais vemos muitas notícias do mal, e a corrente do lado de cá
mostra que há força do bem. Não iremos amolecer e não vamos desistir (da
convicção) de que o bem vence o mal", afirmou o
vereador Ricardo Teixeira, um dos líderes do PV.
O atual prefeito tomou
a palavra antes do pré-candidato tucano, falou pouco, disse apenas que viera "aplaudir, agradecer e dar os parabéns
à iniciativa do PV".
Quando Serra tomou a
palavra, frisou que está alinhado às causas ambientais. "Não é apenas um apoio com significado político eleitoral, no
ponto de vista de somar forças ou aumentar o tempo de TV, mas sim com
significado especial do ponto de vista qualitativo, das ideias. Sou alinhado
com a causa do meio ambiente no Brasil há muitos anos", disse Serra.
Talvez Serra realmente
esteja aliando às causas ambientais, porém é óbvio que os tucanos tem se saído melhor
na disputa por alianças. E não para por aí, PTB e PPS também estão próximos de
fechar acordo com Serra. Até agora o PT de Haddad não conseguiu um partido
sequer, os partidos aliados na esfera federal ou preferiram lançar seus próprios
nomes – PMDB com Chalita e o PRB com Russomanno – ou estão mais alinhados com o
PSDB – caso de PDT e PSB.
O fato é que sem Lula,
a costura de alianças ficou muito prejudicada e provavelmente Haddad irá ficar
com menos tempo de TV que seus principais adversários. Logo ele, que é quem
mais precisa dessa exposição para vender seu peixe. É óbvio que o PT está cada
vez mais isolado em São Paulo, não conseguiu nem unidade em torno do indicado
de Lula.
Se continuar assim, as
possibilidades de um segundo turno entre Chalita e Serra são cada vez maiores.
E as circunstâncias levam a crer que a aposta de Lula não terá êxito. Porém
eleição vive de circunstâncias, as de hoje são ruins para Haddad, as de amanhã ninguém
sabe...


