Durante oito anos à frente da Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poupou viagens sob o argumento de tornar mais conhecido o nome do Brasil. Os esforços deram resultado, tanto que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou a dizer, no ano passado, que Lula era o político mais popular do mundo. Ao longo de oito anos de mandato, Lula passou um ano, três meses e 15 dias longe do Brasil, em viagens oficiais a diversos países, exatamente, 470 dias.
Talvez embalado pela compra do Airbus A319 CJ, o “AeroLula”, em 2005, o presidente deixará o posto de chefe da nação com a marca de o presidente que mais fez viagens internacionais. O antecessor, Fernando Henrique Cardoso, esteve fora do país por 447 dias, ou seja, um ano, dois meses e vinte e dois dias.
A maior incidência de viagens internacionais da era Lula ocorreu no ano passado, quando o presidente esteve o equivalente a três meses longe do Brasil (91 dias). Em 2008, foram 75. Em 2007, Lula viajou o equivalente a 61 dias. No ano de 2006, quando disputava a reeleição, o presidente esteve fora do país apenas durante 34 dias, a menor marca registrada da era Lula. Em 2005, foram 52 dias. Já em 2004, 40. No primeiro ano do mandato do presidente foram contabilizados 67 dias no exterior. A média anual de dias longe do Brasil do presidente Lula é de 59. Já a média de viagens ao exterior de FHC é bem próxima, chega a 55 dias por ano. Neste ano, Lula passou 50 dias no exterior, um dos menores registrados ao longo de oito anos. Certamente por estar ocupado em alavancar a campanha para Dilma.
Apesar de toda a intriga, essas viagens foram importantes para o marketing brasileiro. Afinal, de certa forma deu certo, Olimpíadas 2016 e Copa do Mundo 2014 estão aí. Só não se pode usar isso como desculpas para comprar o “AeroDilma”, o avião que tem está bom demais. E já que se fala tanto em enxugar a folha, vamos começar a economizar no avião, não é Dilma?!

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