sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pronunciamento com tom de Campanha





Na noite desta quinta (10/02) a presidente Dilma falou em rede nacional. Seu primeiro pronunciamento do gênero desde a posse. Aproveitou o início do ano letivo, para falar de educação.

Expectativa, suspense... Dilma falou por cerca de cinco minutos.

O que definiu? Absolutamente NADA! Repetindo: Dilma atrasou o horário da novela, discorreu sobre educação e não definiu coisa nenhuma.

Presidente, ela falou como se fosse candidata. Sua fala resultou num par de promessas.

Numa, apropriou-se de idéia lançada pelo ex-rival José Serra: a criação de um ProUni para a escola técnica. O Protec do Serra virou Pronatec (Programa Nacional de Acesso a Escola Técnica) de Dilma, engraçado, não?! Pelo menos ela poderia citar seu opositor ou pelo menos falar que está agregando as boas idéias da oposição. Não! É esperar demais dela! Voltando ao Pronatec, Dilma disse que é coisa para “este trimestre”, sem data certa.

Noutra, prometeu “acelerar” um programa à espera de realização: o Plano Nacional de Banda Larga. Disse: a internet rápida chegará a todas as escolas. Quando? Só Deus sabe. No “médio” ou “no longo prazo”, chegará também à casa e ao negócio do brasileiro pobre. Mas me digam, como acelerar algo que ainda está no plano das idéias?! Só desafiando as leis da física.

No mais, só blá-blá-blá. Na estética e no discurso, a peça levada ao ar lembrou os comerciais de campanha. Usou o mesmo marqueteiro (João Santana), a mesma ambientação (um fundo opaco com algo assemelhado a uma lousa) e até as mesmas alfinetadas no PSDB (“Temos que acabar com essa trágica ilusão de ver aluno passar de ano sem aprender quase nada".).

Dilma desperdiçou o momento. O dela e o do telespectador. Não disse palavra, por exemplo, sobre o percentual do PIB que planeja destinar à educação.

Podia ter pronunciado coisas definitivas. Preferiu fazer marketing eleitoral fora de época, sem definir as coisas. Uma lástima.

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