quinta-feira, 10 de maio de 2012

Uma aliança contra as “forças do mal”


Kassab e Serra em evento de apoio do PV
(Foto: Roney Domngos/G1)
O PSDB e seu pré-candidato, José Serra, juntamente com o prefeito Gilberto Kassab, começaram a montar o front de disputa para as eleições municipais. Depois do acerto verbal com o DEM e o PP, nesta quinta-feira foi a vez de o Partido Verde oficializar a aliança com o pré-candidato tucano. 

No encontro, liderança do PV fez questão de atacar os petistas, lembrando as denúncias do mensalão. "Chegamos ao dia de hoje com a honra de participarmos de um grande trabalho que será feito em São Paulo. O PSDB, com o Serra, será o governo desta cidade, e nós fazemos parte desta história. É a luta do bem e do mal. Se nós procurarmos nas páginas dos jornais vemos muitas notícias do mal, e a corrente do lado de cá mostra que há força do bem. Não iremos amolecer e não vamos desistir (da convicção) de que o bem vence o mal", afirmou o vereador Ricardo Teixeira, um dos líderes do PV.

O atual prefeito tomou a palavra antes do pré-candidato tucano, falou pouco, disse apenas que viera "aplaudir, agradecer e dar os parabéns à iniciativa do PV".

Quando Serra tomou a palavra, frisou que está alinhado às causas ambientais. "Não é apenas um apoio com significado político eleitoral, no ponto de vista de somar forças ou aumentar o tempo de TV, mas sim com significado especial do ponto de vista qualitativo, das ideias. Sou alinhado com a causa do meio ambiente no Brasil há muitos anos", disse Serra.

Talvez Serra realmente esteja aliando às causas ambientais, porém é óbvio que os tucanos tem se saído melhor na disputa por alianças. E não para por aí, PTB e PPS também estão próximos de fechar acordo com Serra. Até agora o PT de Haddad não conseguiu um partido sequer, os partidos aliados na esfera federal ou preferiram lançar seus próprios nomes – PMDB com Chalita e o PRB com Russomanno – ou estão mais alinhados com o PSDB – caso de PDT e PSB.

O fato é que sem Lula, a costura de alianças ficou muito prejudicada e provavelmente Haddad irá ficar com menos tempo de TV que seus principais adversários. Logo ele, que é quem mais precisa dessa exposição para vender seu peixe. É óbvio que o PT está cada vez mais isolado em São Paulo, não conseguiu nem unidade em torno do indicado de Lula.

Se continuar assim, as possibilidades de um segundo turno entre Chalita e Serra são cada vez maiores. E as circunstâncias levam a crer que a aposta de Lula não terá êxito. Porém eleição vive de circunstâncias, as de hoje são ruins para Haddad, as de amanhã ninguém sabe... 


sexta-feira, 4 de maio de 2012

The Star Wars Day: MT4BWY





Hoje, dia 04/05, androides, caçadores de recompensas, princesas, extraterrestres e cavaleiros jedis de todo o mundo se unem para comemorar o dia de uma das maiores e melhores sagas da história do cinema. Sim, hoje é o dia mundial de Star Wars!

Conhecido mundialmente, ‘The Star Wars Day’ é uma data comemorativa para os fãs da famosa saga do cinema. Milhões estão comemorando nas mais diversas formas, inclusive este que vos escreve.

Star Wars é único no cinema, é um ícone. Muitas sagas foram feitas antes e depois: Harry Potter, Star Trek, Senhor dos Anéis, Crepúsculo, entre outros. Mas nenhuma conseguiu o que Star Wars conseguiu: torna-se mais que uma saga cinematográfica, torna-se imortal.

Star Wars é mais que um simples filme, é religião! Influi na vida de seus fãs, ensina muito sobre a vida, ajuda na construção do caráter e da personalidade , além de divertir, emocionar e prender a atenção de varias gerações.

Até mesmo os que nunca assistiram já escutaram alguém falar sobre a ‘Força’, sobre jedis e seus sabres de luz, e sobre o maior vilão do cinema, o Darth Vader.

Com isso, os fanáticos por SW se organizaram e fizeram desse dia, o dia para celebrar esta grande obra de arte. Digam-me, que outro filme tem fãs tão dedicados, capazes de criar um dia mundial só para comemorá-lo?

Por tudo isso, digo que Star Wars é com certeza a maior saga do cinema, e encanta pessoas de todo o planeta durante 35 anos. Por tudo isso, eu digo: Parabéns Star Wars! Parabéns fãs de Star Wars! Feliz MT4BWY!

Que a Força esteja com vocês, sempre!

P.S.: e para aqueles que duvidam da grandeza de Star Wars só digo uma coisa: I find your lack of faith disturbing.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cachoeiragate: uma CPI unanime e sem heróis.





CPI’s são corriqueiras no Brasil, chegam a ser enjoativas, cansativas pela similaridades entre elas. Porém, tomada pelo rol de apoiadores, a CPI do Cachoeira é um empreendimento inédito. Não tem opositores. Na teoria, todos os partidos apoiam. Dilma Rousseff deu de ombros para o Congresso e seus problemas. Lula empurrou o PT para dentro do requerimento. FHC disse que a coisa é necessária. Formou-se uma estonteante unanimidade.

Tomada pela lista de implicados, a nova CPI é uma dessas iniciativas cujo risco de dar certo é quase nulo. O enredo é 100% feito de bandidos e suspeitos. Falta “mocinho” no palco. Algo que potencializa as chances de a platéia ser feita, uma vez mais, de boba.

A instalação da CPI está marcada para hoje (25/04). Vencida a fase inaugural, vai começar o conhecido teatro de depoimentos arrastados e inquirições precárias. A imprensa, como de hábito, fornecerá os holofotes. Os congressistas, como sempre, proverão os discursos.

Haverá, porém, uma diferença. Na CPI do Collorgate, o PT fez as vezes de herói e o governo de vilão. Na CPI dos Correios, que desaguou no mensalão, o PSDB e o ex-PFL eram os salvadores da pátria. O PT, o governo Lula e a base cooptada, os ladrões. Carlinhos Cachoeira realizou um feito: integrou tudo num bolo só. Agora só temos vilões.

Há um quê de novidade no Cachoeiragate. No impeachment, Pedro Collor detonou a sociedade PC Farias-Fernando Collor. No mensalão, Roberto Jefferson chutou a mala. Servindo-se do noticiário, as CPIs processaram as informações. Agora, a CPI não nasce do zero. Há dois inquéritos concluídos. Estão apinhados de dados recolhidos em duas operações policiais: Vegas e Monte Carlo.

Cachoeira produziu uma legião de inocentes culpados. Ou culpados inocentes, conforme o ponto de vista. O PT de Agnelo, o PSDB de Marconi, o DEM de Demóstenes… Quem haverá de posar de herói da resistência? O PMDB de Renan e Sarney? Sem chance! 

Tudo isso, em paralelo com a corrida pelo julgamento do mensalão. Agora os brasileiros precisam torcer para que tudo não acabe em uma cachoeira de pizzas, que dessa vez poderão servidas em conjunto.

sábado, 21 de abril de 2012

Marcha 'lenta' contra a corrupção.




            Hoje, em várias cidades do país, a população foi conclamada à participar da Marcha contra a corrupção. A indignação nas redes sociais com as atitudes de nossos representantes era tanta, que parecia ameaçadora: “Os políticos não perdem por esperar!”, escreveu um dos milhares de usuários da rede. Devo concordar com ele, eles não perdem por esperar... Ganham!

As marchas anticorrupção convocadas para este sábado, batizado de ‘Dia do Basta’, não chegaram a arrastar multidões ao meio-fio. Aliás, já vi mais pessoas em enterro de anão do que em algumas “marchas”.

Em Brasília, onde o ânimo foi maior, a coisa começou na Esplanada com cerca de 1.500 pessoas e terminou na Praça dos Três Poderes com algo em torno de 3 mil. No Rio de Janeiro a coisa foi desanimadora. Aglomerados em frente ao Posto 9, na praia de Ipanema, os manifestantes eram contados em 60 gatos pingados por volta de 11h.

O brasileiro é realmente curioso (na verdade, a sociedade como um todo é curiosa), reclama, xinga, diz que todos não prestam, porém precisamos fazer uma reflexão.

Nós temos a mania de dizer que nenhum político presta, mas fomos nós que os elegemos. Boa parte daqueles que reclamam da corrupção, só reclamam por despeito, se estivessem lá fariam o mesmo. Quantos exemplos temos de pessoas que brigavam por igualdade e contra a corrupção e, que hoje eleitas, fazem o mesmo ou pior?

Brasileiro reclama de corrupção mas esquece que vendeu o voto, esquece que fez ‘boca de urna’, esquece que foi ele que votou e elegeu esses que aí estão.  Mais ridículos são esses ‘suprapartidários’, que defendem seus partidos acima de qualquer coisa e não olham para o próprio umbigo, e isso não é visto só pelos que são filiados, vê-se muito disso em bares e redes sociais.  Como esses podem cobrar da atual conjuntura se só enxergam defeitos nos outros.

Um belo exemplo é como os homossexuais se reúnem para reivindicar seus direitos. Conseguem reunir mais de um milhão para se transvestirem, inventar personagens e fazem as maiores loucuras. Por que o mesmo não se faz em uma situação tão importante da nação?! 

É incrível como as pessoas se revoltam, reclamam nas redes, dizem que ninguém presta, mas não fazem nada para mudar a situação. Adoram reclamar em suas poltronas, de longe...

Mas para compreender a corrupção brasileira é preciso mesmo um certo distanciamento. Alguns poucos distanciam-se abrindo contas em paraísos fiscais. Outros tantos tomam distância fugindo para a omissão.

terça-feira, 3 de abril de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

Num reencontro de "titãs", FHC visita Lula.





Os caminhos da política são realmente tortuosos. Grandes afinidades muitas vezes se perdem nas curvas acintosas das eleições. Ficam desapercebidas, até esquecidas completamente. E quando menos se espera, se reencontram.

Assim é a história de FHC e Lula...

Nesta terça (27/03), prestes a realizar os exames que atestarão se está mesmo livre do  tumor que lhe invadiu a laringe, Lula recebeu a visita de Fernando Henrique Cardoso. Reencontraram-se nas dependências do Hospital Sírio Libanês.

A cena hospitalar inicialmente espanta, mas espanando a poeira que recobre o passado escondido nos fundões da memória, lembramos que antes da histórica rivalidade, os dois já estiveram muito próximos. 

A lembrança do apoio do sindicalista Lula, em 1978, ao intelectual FHC, às voltas com sua primeira campanha ao Senado. O suplente de FHC, o advogado Maurício Soares, vinha do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Juntos com Lula, distribuíam panfletos numa kombi do sindicato. Nas portas de fábrica, o sindicalista apresentava o intelectual ao povão.

Nessa época, FHC e Lula dividiam ideias sobre a constituição de um partido socialista. Chegaram à primeira encruzilhada. Um preferiu alinhar-se à esquerda do velho MDB. O outro foi fundar o PT.

A opção por caminhos diferentes não bloqueou a amizade. Já no ano seguinte, o intelectual voltaria ao território do sindicalista para solidarizar-se com a primeira grande greve dos tempos da ditadura militar.

Preso em 1980, Lula receberia a visita de FHC. No dia do julgamento pelos militares, o intelectual abraçaria o sindicalista no tribunal. Voltariam a posar sob refletores nos comícios pelo movimento da Diretas Já.

No colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves, separaram-se novamente. Juntaram-se num palanque de segundo turno – Lula X Collor. Achegaram-se novamente nas articulações que levaram ao impeachment de Collor.

A partir daí, tomaram vias paralelas praticamente definitivas. Trocaram farpas nas duas campanhas presidenciais em que FHC prevaleceu sobre Lula, em 1994 e 1998. A transição de 2002 para 2003, pela civilidade, teve a aparência de um novo reencontro. Engano...

Lula impregnou na gestão de FHC o selo de “herança maldita”. Desde então, iniciaram uma rivalidade que contaminou seus partidos, além de discussões com uma oratória radioativa, infestada de expressões tóxicas.

Foi preciso um tumor para reaproximá-los. Ao olhar para Lula, FHC deve ter enxergado um espelho que reflete pedaços de sua própria história. No fundo dos olhos de FHC, Lula talvez tenha avistado uma parceria que a política sucumbiu.

Logo estarão, de novo, em campos opostos. Lula a defender Fernando Haddad, o candidato que “inventou” em São Paulo. FHC irá advogar a causa de José Serra, o candidato que o tucanato escolheu para defender a cidadela de São Paulo da hegemonia do petismo. São mesmo tortuosos os caminhos da política.


Em Alagoas, CQC mostra o jeito cômico do brasileiro de fazer política





Ontem, dia 26/03, o programa CQC apresentou uma reportagem sobre um desvio de cerca de 300 milhões de reais destinados para a folha de pagamento dos funcionários e mais 5 milhões que seriam destinados à construção de uma biblioteca e à compra de seus livros simplesmente sumiram. O que se viu foi um pouco de jeito brasileiro de fazer política.

Os deputados, que nunca sabem de nada, se esquivavam das perguntas jogando toda responsabilidade para a mesa diretora da câmara. Mas nas poucas respostas que obteve, tivemos uma “grande surpresa”. 

O deputado estadual Temóteo Correia (DEM), que é acusado de fazer parte do esquema que desviou os 300 milhões, confessou de forma no mínimo cômica que compra votos. Segundo ele é melhor “ajudar o eleitor com dinheiro” do que “beijar cabeça de menino”. Confesso que a principio não há como não rir da forma como o deputado se entrega. Ele fala tão tranquilamente, mas posteriormente tenta se explicar dizendo que não é bem uma compra, mas que ajuda as pessoas.  

Para completar a palhaçada, no fim da reportagem o deputado estadual Olávo Calheiros (PMDB) – não é mera coincidência, o deputado não tem o sobrenome Calheiros em vão, ele é irmão do senador Renan Calheiros – ao ser questionado sobre o caso, tenta dar um soco no repórter.
    
Ou seja, no Brasil, política é igual a um belo espetáculo trágico-cômico: um “grupo” realiza a mágica do sumiço de verbas; alguns fazem piada de tudo; outros fazem marmelada; e os palhaços nem preciso dizer... mas nesse caso, ao invés de cambalhotas ou malabarismos tivemos um belo golpe de UFC. Se cuida, Anderson Silva, Calheiros vem aí.