Ontem, dia 26/03, o
programa CQC apresentou uma reportagem sobre um desvio de cerca de 300 milhões
de reais destinados para a folha de pagamento dos funcionários e mais 5 milhões
que seriam destinados à construção de uma biblioteca e à compra de seus livros
simplesmente sumiram. O que se viu foi um pouco de jeito brasileiro de fazer
política.
Os deputados, que nunca
sabem de nada, se esquivavam das perguntas jogando toda responsabilidade para a
mesa diretora da câmara. Mas nas poucas respostas que obteve, tivemos uma “grande
surpresa”.
O deputado estadual Temóteo
Correia (DEM), que é acusado de fazer parte do esquema que desviou os 300
milhões, confessou de forma no mínimo cômica que compra votos. Segundo ele é
melhor “ajudar o eleitor com dinheiro” do que “beijar cabeça de menino”.
Confesso que a principio não há como não rir da forma como o deputado se entrega.
Ele fala tão tranquilamente, mas posteriormente tenta se explicar dizendo que não
é bem uma compra, mas que ajuda as pessoas.
Para completar a
palhaçada, no fim da reportagem o deputado estadual Olávo Calheiros (PMDB) – não
é mera coincidência, o deputado não tem o sobrenome Calheiros em vão, ele é
irmão do senador Renan Calheiros – ao ser questionado sobre o caso, tenta dar
um soco no repórter.
Ou seja, no Brasil,
política é igual a um belo espetáculo trágico-cômico: um “grupo” realiza a
mágica do sumiço de verbas; alguns fazem piada de tudo; outros fazem marmelada;
e os palhaços nem preciso dizer... mas nesse caso, ao invés de cambalhotas ou
malabarismos tivemos um belo golpe de UFC. Se cuida, Anderson Silva, Calheiros
vem aí.

Nenhum comentário:
Postar um comentário