terça-feira, 27 de março de 2012

Em Alagoas, CQC mostra o jeito cômico do brasileiro de fazer política





Ontem, dia 26/03, o programa CQC apresentou uma reportagem sobre um desvio de cerca de 300 milhões de reais destinados para a folha de pagamento dos funcionários e mais 5 milhões que seriam destinados à construção de uma biblioteca e à compra de seus livros simplesmente sumiram. O que se viu foi um pouco de jeito brasileiro de fazer política.

Os deputados, que nunca sabem de nada, se esquivavam das perguntas jogando toda responsabilidade para a mesa diretora da câmara. Mas nas poucas respostas que obteve, tivemos uma “grande surpresa”. 

O deputado estadual Temóteo Correia (DEM), que é acusado de fazer parte do esquema que desviou os 300 milhões, confessou de forma no mínimo cômica que compra votos. Segundo ele é melhor “ajudar o eleitor com dinheiro” do que “beijar cabeça de menino”. Confesso que a principio não há como não rir da forma como o deputado se entrega. Ele fala tão tranquilamente, mas posteriormente tenta se explicar dizendo que não é bem uma compra, mas que ajuda as pessoas.  

Para completar a palhaçada, no fim da reportagem o deputado estadual Olávo Calheiros (PMDB) – não é mera coincidência, o deputado não tem o sobrenome Calheiros em vão, ele é irmão do senador Renan Calheiros – ao ser questionado sobre o caso, tenta dar um soco no repórter.
    
Ou seja, no Brasil, política é igual a um belo espetáculo trágico-cômico: um “grupo” realiza a mágica do sumiço de verbas; alguns fazem piada de tudo; outros fazem marmelada; e os palhaços nem preciso dizer... mas nesse caso, ao invés de cambalhotas ou malabarismos tivemos um belo golpe de UFC. Se cuida, Anderson Silva, Calheiros vem aí.

Nenhum comentário:

Postar um comentário