A menos e uma semana do dia da votação, Serra e Dilma concentram suas campanhas na região sudeste, a região com maior eleitorado. O Rio de Janeiro, onde Dilma prevaleceu no primeiro turno, virou um campo eleitoral onde os presidenciáveis buscam os votos de Marina Silva. Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, também é alvo prioritário, principalmente para Serra, pois, apesar de ter Anastasia, Aécio, Itamar e companhia, tentam reverter o placar até agora favorável a Dilma, resta saber se eles conseguirão. Ainda em Minas, planeja-se o encerramento das campanhas de Serra e Dilma.
Em São Paulo, o grande reduto tucano, o governador eleito Alckmin, junto com o senador Aloysio Nunes, tentam ampliar a vantagem de Serra sobre Dilma. Alckmin que é considerado o “soldado” de Serra, percorre cidades do interior paulista em busca de votos, dedicação essa que surpreende até o tucanato.
De fato Serra hoje tem o apoio indiscutível de todas as lideranças tucanas, mas Dilma ainda está bem protegida pelo escudo de Lula. Dilma deve ampliar sua vantagem no nordeste e norte, Serra tem tudo para crescer no Sul e Centro-Oeste, mas o Sudeste é uma incógnita. Do eleitor mineiro pode-se esperar de tudo, quando todos achavam que Hélio costa seria eleito no primeiro turno, Anastasia vira o jogo na ultima semana. E a liderança e carisma de Aécio, que alavancou Anastasia e Itamar, parece não funcionar na esfera federal. Em São Paulo a vitoria de Serra e dada como certa, mas não tão folgada quanto se esperava. No Rio, Dilma se escora na popularidade de Sergio Cabral, mas os eleitores de Marina foram numerosos, e dependerá de que consiga absolver mais votos dos verdes.
Julgando que as pesquisas foram pífias no primeiro turno, que existe ainda uma grande quantidade de indecisos, e que a região sudeste é uma interrogação, afirmo com todas as letras que a eleição ainda não está decidida. O melhor é esperar o dia da eleição e conferir os votos.

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