Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher presidente da República Federativa do Brasil. Ela será a 40° presidente eleita na historia da democracia brasileira.
Terminada a apuração Dilma obteve 56,05%, exatos 55.752.529 votos, contra 43,95% de Serra, somando 43.711.388 de votos. Com 4.689.426 de votos nulos, 2.452.597 de votos brancos e uma abstenção recorde, 29.197.055 de eleitores não votaram, cerca de 21,5% do eleitorado. E isso é fácil de entender.
Em uma campanha que não empolgou nenhuma das partes envolvidas, fica a sensação que elegemos um ponto de interrogação, uma pessoa que jamais foi eleita democraticamente consegue em sua primeira tentativa o posto mais alto do executivo. Guinada pela “maquina Lula”, o eleitor optou, na verdade, por uma incógnita. Se Dilma tem qualidades, só o tempo dirá, pois, elas não foram expostas na campanha. Ela preferiu vender a (falsa) imagem de uma supergerente. A Dilma da campanha coordenou todos os ministérios com rédea curta. A Dilma da vida real não sabia que seu braço direito, Erenice, estava envolvida com tráfico de influência.
Serra não fica atrás. Com toda sua experiência política, não conseguiu transformar seu currículo eleitoral em prova de competência. Durante a campanha, oscilou de elogios a Lula à criticas tardias ao governo, da vergonha de FHC à defesa acanhada do legado tucano, da denúncia feroz à justificativa das próprias fragilidades. Igualmente a Dilma, Serra inspirou mais duvidas do que certezas, apenas com uma ressalva, Dilma dispunha de uma maquina feroz e amoral que fez de tudo para elegê-la: Lula.
Em uma campanha aonde vimos o retrocesso da forma de fazer política, onde religião tomou o lugar de assuntos como saúde e educação, presenciamos a arrogância, a prepotência, e a falta de ética do presidente Lula. Ao contrario do que ele disse, não é Serra que sai menor e sim ele.
A Serra resta a influência política que ele possui agora. Conhecido pela firmeza em suas decisões, Serra é um líder nato. “Para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta de verdade...”, disse em discurso. Indicando que não encerrará sua carreira política, ele disse “Minha mensagem de despedida nesse momento não é um adeus, mas um até logo. A luta continua”. Resta-lhe tentar a prefeitura de São Paulo em 2012 ou uma improvável nova campanha presidencial. Pelo menos por enquanto, terá de buscar consolo no que disse a influente revista britânica "Economist" a seu respeito: "O melhor presidente que o Brasil nunca teve".
Para nós, resta torcer e ajudar para que o governo Dilma seja benéfico aos brasileiros. Que seja um governo democrático, conciliador, um governo de união e de muito trabalho. Mas acima de tudo, que seja um governo ético. Que ela não siga a política ética de Lula.
Parabéns Dilma! Vamos juntos trabalhar para o Brasil!


Nenhum comentário:
Postar um comentário