Pois é, não há mal que
dure para sempre. Depois de 23 anos no poder, Ricardo Teixeira não é mais
presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nem do Comitê
Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL). Em entrevista coletiva nesta
segunda-feira, na sede da entidade no Rio de Janeiro, José Maria Marin anunciou
que o cartola renunciou aos cargos. O próprio José Marin, que é um dos cinco vice-presidentes
de Teixeira, assumiu o cargo máximo do futebol brasileiro. Marin leu uma carta
de Teixeira em que o dirigente dizia: "Hoje, deixo definitivamente a
presidência da CBF".
O ex-genro de João
Havelange, Teixeira assumiu a CBF em 16 de janeiro de 1989. Com ele no comando,
a Seleção conquistou duas Copas do Mundo (1994 e 2002), três Copas das
Confederações (1997, 2005 e 2009) e cinco Copas Américas (1989, 1997, 1999,
2004 e 2007). O dirigente também criou a Copa do Brasil (1989) e transformou o
Campeonato Brasileiro em disputa de pontos corridos, com turno e returno, a
partir de 2003. Sua maior vitória foi conquistada em 2007: liderou a
candidatura do Brasil para ser sede da Copa do Mundo de 2014 e, logo em
seguida, tornou-se presidente do Comitê Organizador Local (COL).
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| Teixeira comemora sua eleição para presidente da CBF |
Depois de tanto tempo
não se imaginava que terminasse desse jeito. A era Teixeira sempre foi marcada
por polêmicas desde sua candidatura. Com seu jeito arrogante, ele sempre deu de
ombros para quem o criticava, passando por cima até de alguns presidentes como
foi com FHC e Lula; nenhum deles conseguiu domar Teixeira.
Dilma foi um pouco mais
eficiente, enfrentou o império da CBF em prol do sucesso da Copa. No congresso,
viu-se o deputado federal Romário muito empenhado em sua queda, e assim o
circulo em torno de Teixeira foi se fechando.
A série de denúncias
feitas por meio da imprensa é apontada por quem tem intimidade com Teixeira
como o principal motivo para sua saída. Ele já enfrentou ataques semelhantes em
outras épocas, mas a velocidade da internet e a quantidade maior de veículos
de comunicação atordoaram o cartola. Os veículos de imprensa digital que,
ajudaram a derrubar algumas ditaduras pelo mundo, também ajudaram a derrubar o
ditador da CBF.
De acordo com o Blog doPerrone, um aliado de Teixeira disse que a renuncia já estava planejada desde o
inicio do ano. Acrescentou que o ex-presidente da CBF viajou para fora do país
e deixou a carta-renúncia assinada para ser lida pelo interino José Maria Marin
quando ele já estivesse longe. O que nos leva a constatar que se de fato
Teixeira já viajou novamente para Miami ou para qualquer outro lugar, evitou o
risco de encarar um pedido do Itamaraty para entregar seu passaporte.
Dirigentes de
federações trabalhavam com a informação de que o Ministério Público se movimentava
na Justiça e no Itamaraty para impedir que Ricardo saísse do Brasil antes de
ser concluído o processo sobre suspeita de superfaturamento de amistoso da
seleção em Brasília. A partida envolveu dinheiro público.
Agora inicia-se uma
nova era no futebol brasileiro, assim como disse Romário: “Exterminamos um câncer”.
Mas é preciso cuidar para que um novo câncer não apareça e se desenvolva.
Afinal, o pupilo de Teixeira, Andrés Sanchez é diretor da CBF, e tem grandes
chances de torna-se presidente da entidade nas próximas eleições.
Mas é isso, os últimos anos
tem sido surpreendentes no quesito politico, e comparo a saída de Teixeira da
CBF à saída de Fidel do comando de Cuba: nunca pensei que largariam o osso
vivos!
Nunca pensei que Fidel
Castro sairia vivo da chefia de Cuba... saiu; nunca pensei ver um negro
presidente dos EUA... Obama foi eleito; nunca pensei que uma mulher seria
presidente do Brasil... Dilma foi eleita; nunca pensei que pegariam o Osama... dizem
mataram ele; nunca pensei que Ricardo Teixeira sairia da CBF... saiu! Isso são indícios
muito fortes de que os maias estão certos... o mundo acaba em 2012!!!



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