segunda-feira, 12 de março de 2012

O fim de uma era. E Teixeira larga o osso!



Pois é, não há mal que dure para sempre. Depois de 23 anos no poder, Ricardo Teixeira não é mais presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nem do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL). Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, na sede da entidade no Rio de Janeiro, José Maria Marin anunciou que o cartola renunciou aos cargos. O próprio José Marin, que é um dos cinco vice-presidentes de Teixeira, assumiu o cargo máximo do futebol brasileiro. Marin leu uma carta de Teixeira em que o dirigente dizia: "Hoje, deixo definitivamente a presidência da CBF". 

O ex-genro de João Havelange, Teixeira assumiu a CBF em 16 de janeiro de 1989. Com ele no comando, a Seleção conquistou duas Copas do Mundo (1994 e 2002), três Copas das Confederações (1997, 2005 e 2009) e cinco Copas Américas (1989, 1997, 1999, 2004 e 2007). O dirigente também criou a Copa do Brasil (1989) e transformou o Campeonato Brasileiro em disputa de pontos corridos, com turno e returno, a partir de 2003. Sua maior vitória foi conquistada em 2007: liderou a candidatura do Brasil para ser sede da Copa do Mundo de 2014 e, logo em seguida, tornou-se presidente do Comitê Organizador Local (COL).

Teixeira comemora sua eleição para presidente da CBF
Depois de tanto tempo não se imaginava que terminasse desse jeito. A era Teixeira sempre foi marcada por polêmicas desde sua candidatura. Com seu jeito arrogante, ele sempre deu de ombros para quem o criticava, passando por cima até de alguns presidentes como foi com FHC e Lula; nenhum deles conseguiu domar Teixeira.

Dilma foi um pouco mais eficiente, enfrentou o império da CBF em prol do sucesso da Copa. No congresso, viu-se o deputado federal Romário muito empenhado em sua queda, e assim o circulo em torno de Teixeira foi se fechando.

A série de denúncias feitas por meio da imprensa é apontada por quem tem intimidade com Teixeira como o principal motivo para sua saída. Ele já enfrentou ataques semelhantes em outras épocas, mas a velocidade da internet e a quantidade maior de veículos de comunicação atordoaram o cartola. Os veículos de imprensa digital que, ajudaram a derrubar algumas ditaduras pelo mundo, também ajudaram a derrubar o ditador da CBF.

De acordo com o Blog doPerrone, um aliado de Teixeira disse que a renuncia já estava planejada desde o inicio do ano. Acrescentou que o ex-presidente da CBF viajou para fora do país e deixou a carta-renúncia assinada para ser lida pelo interino José Maria Marin quando ele já estivesse longe. O que nos leva a constatar que se de fato Teixeira já viajou novamente para Miami ou para qualquer outro lugar, evitou o risco de encarar um pedido do Itamaraty para entregar seu passaporte.

Dirigentes de federações trabalhavam com a informação de que o Ministério Público se movimentava na Justiça e no Itamaraty para impedir que Ricardo saísse do Brasil antes de ser concluído o processo sobre suspeita de superfaturamento de amistoso da seleção em Brasília. A partida envolveu dinheiro público.

Agora inicia-se uma nova era no futebol brasileiro, assim como disse Romário: “Exterminamos um câncer”. Mas é preciso cuidar para que um novo câncer não apareça e se desenvolva. Afinal, o pupilo de Teixeira, Andrés Sanchez é diretor da CBF, e tem grandes chances de torna-se presidente da entidade nas próximas eleições.

Mas é isso, os últimos anos tem sido surpreendentes no quesito politico, e comparo a saída de Teixeira da CBF à saída de Fidel do comando de Cuba: nunca pensei que largariam o osso vivos! 

Nunca pensei que Fidel Castro sairia vivo da chefia de Cuba... saiu; nunca pensei ver um negro presidente dos EUA... Obama foi eleito; nunca pensei que uma mulher seria presidente do Brasil... Dilma foi eleita; nunca pensei que pegariam o Osama... dizem mataram ele; nunca pensei que Ricardo Teixeira sairia da CBF... saiu! Isso são indícios muito fortes de que os maias estão certos... o mundo acaba em 2012!!!

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